quarta-feira, 4 de maio de 2016

PREDIÇÕES DE UM CORPO. (RASCUNHO N)




Analise de posturas e estratégias do sujeito a partir da predição de seus movimentos e para a predição de seus movimentos
(rascunho N)

Muito promissor levar em consideração que tanto as posturas quanto as estratégias tendem a uma mesma relevância e em gradientes similares quando analisado o sujeito, quanto a estes aspectos. É promissor tanto quanto, que se leve em conta a interferência do observador nestas posturas e estratégias quando em busca de uma predição, de forma que o intuito de predizer é uma variável a ser considerada, mesmo quando tendendo a zero.

Levados em conta os regimes de percepção, sensoriais e extra sensoriais, a análise passa a percorrer as instancias do corpo evitando estabelece-las como estados do corpo, principalmente para trazer à consciência a consistência da dinâmica do corpo, prevalecendo a ação sobre a inércia e a alteridade sobre a identificação.
É demasiado relevante considerar as particularidades do corpo mas ainda mais as possibilidades do corpo antes de sua medição. A busca das singularidades, na análise é o desejado, provavelmente desmedindo-se as tais particularidades e tomando-se a experiência como representação. Uma análise sintagmática afasta a condição proposta pelos paradigmas e será proativa em relação a legitimidade do fenômeno medido e seus eventos.
Um percurso desta analise parece percorrer o campo de integração observador-sujeito uma vez que as posturas e estratégias de movimentos tendem a uma mesma relevância e gradientes similares, tendo-se em conta a interferência do observador como requisição de postura e proto-condição de estratégia, que só não se efetivará como condição à medida em que uma tal integração permita que o observador seja observado em suas observações, com mesma intensidade e consistência. Desmedir as estratégias invocadas pelas observações recíprocas é que vai possibilitar extrapolar as variáveis e suas infinitudes, visto que em um conjunto de equações em que o sujeito sofre a interferência e o observador sofre outra interferência, temos as descrições de várias incógnitas, que podem assumir valores N, e nunca medido um N e um anti-N e nem mesmo N=N. Em um campo integrado de observador e sujeito, temos uma nova e única equação e apenas uma incógnita, multiplicada e potencializada, e uma constante de N qualquer, observável e infinito, incerto e extrapolável como condição ou fator.
Em um exercício, poder-se-ia considerar a extinção de um efeito dominó, nesta análise, visto que os eventos do corpo observador não estão mais vinculados ou seccionados do corpo sujeito, de modo que não se esperam efeitos e estes não serão medidos por consequências, nem localidade nem colateralidade, e da mesma forma, tais extrapolações diminuiriam as potencias de um efeito asas da borboleta sobre a medição, uma vez que a exclusão de incógnitas e variáveis tende a diminuir a complexidade da equação assim como a impossibilidade de elaboração de equação simples.
Chegar a uma postura Zero, pré-estratégias, deixa de ser um objetivo e passa a ser potencia e probabilidade da medição, a precipitar-se em resultados à medida em que a objetividade do novo corpo observador-sujeito se dispuser a uma análise.
Ainda assim, afim de evitar a experiência da condição de fim, para a medição, que acarretaria quase inevitavelmente em estabelecimento e modelagem, propõe-se que as previsões sejam substituídas por ferramentas de predição e que a abordagem se de em um futuro do pretérito e não em um futuro do presente. Um corpo que “faria” em lugar de um corpo que “fará”.
Tal tese percorre as instancias do corpo em um “a priori” cujo “a posteriori” tenha ou não se realizado. A força do sintagma se potencializa e a necessidade de um paradigma se enfraquece.
Nesta tese, reiterando, em relação a um corpo, o ato de analisar suas posturas invoca uma série de estratégias para a performance e desenho destas posturas. A expressão imediata é quase que instantaneamente redirecionada por tais estratégias, levando a novas posturas e novas estratégias, até que se encontre um ponto que poderemos considerar estável, mesmo em absoluta dinâmica.
Desta forma, não havendo como extrapolar este principio do observador e as estratégias condicionadas que invoca, resta a inserção desta variável e sua amplitude, na equação.
Agrupando e reagrupando estes conjuntos que a variável pode assumir, teremos uma estratégia também, para a observação, possibilitando que as estratégias agora, tanto do sujeito como do observador, passem a apresentar um novo conjunto de dados para a inserção de uma, agora constante, e a extrapolação das variáveis na equação.
Desta forma, apresenta-se uma tese em que o observador observa e é observado em sua observação, a priori, de modo que as estratégias advindas desta reciprocidade podem ser elevadas ou reduzidas a um mesmo quantum, indefinível mas passível de medição, por observação reciproca. Estas particularidades em ambos os polos, estabilizadas, passam ao tal momento de possível extrapolação.
A postura zero, estará disponível e requisita-la é o ponto desta analise para a predição, não mais diante da predição.
Considere-se uma instancia, para a analise do movimento, mais próxima ao zero, como a analise da postura de projeto.
Um tal corpo tem um projeto
Assim, é fundamental que se tenha uma noção o quanto possível exata e total deste projeto, podendo predizer quais os movimentos ele é capaz e para quais está mais inclinado e qual a hierarquia de comandos ele vai receber para determinadas posturas, dentro do projeto e para cada movimento diante de cada requisição.
A questão aqui é quase puramente teórica; presume-se um total conhecimento daquele corpo, morfológica, fisiológica, anatomicamente. Metabolismos, sistemas. A totalidade de conhecimentos acerca da totalidade deste corpo.
Mas ainda assim, esta analise carece de relevância se este corpo não estiver funcionando perfeitamente conforme o projetado. Sem falhas, nem defeitos, nem erros, nem desvios, nem deformações.
O projeto do corpo parece-se pois com o modelo de corpo. Então é importante diferir o projeto do modelo. Um projeto é sobretudo uma composição sutil e imaterial, sendo o imaterial e sutil, o mínimo material e denso possível. O modelo é um estabelecimento de uma tal cadeia de números complexos não ordenados e decodificados, e, na impossibilidade de expressão do fenômeno, substituto do mesmo. Analisar o projeto não é de forma alguma debruçar-se sobre o modelo. Principalmente ao se pensar uma normalização do corpo para possibilitar a modelagem. Um projeto sempre é um projeto qualquer. Um modelo sempre é um produto de correspondência como ferramenta de previsões dentro de um plano de analise de futuro do presente, no presente. Um projeto aqui, possibilita a analise em um futuro do pretérito e a qualquer tempo, distintas as previsões das predições, como enunciado.
A instancia postura projeto está para a precipitação do evento e sua medição, mantendo as possibilidades por sua característica de disposição à desmedição e manutenção de experiência como saber o projeto. Neste ponto, qualquer particularidade pode ser medida como singular e qualquer estabelecimento pode ser apresentado como saber múltiplo.
A necessidade de desmedição das particularidades desta analise está em função da segmentação que estas verificações proporcionarão.
Tal segmentação se apresenta propositiva para a analise na instancia da mecânica, da realização de tarefas, das ações gerais de produção e de suporte e manutenção.  Uma medição da potencia do projeto pela verificação molecular dos mecanismos geradores e regeneradores desta potencia, assim como das ferramentas e comandos projetados para nomear esta potencia.
O DeadLine desta analise de postura do projeto é representado pelo caracter de consideração, mesmo na visão molecular, de presunções do projeto, pressuposições e supostos, enaltecendo a imaterialidade do fenômeno, não trazendo à superfície a constituição do movimento, da ação, do agente, assim como não traz a condição (já abandonada) de cada segmento.
A análise da postura do projeto é um exercício da percepção destas sutilezas e dos produtos criativos de tal observação, para aguçar as percepções e possibilitar a infinita abordagem, sem requisição correspondente a expectativas que não sejam a própria medição, quer da singularidade, quer do evento, quer do fenômeno, quer do próprio exercício de observação e medição.
Na consistência da analise, mantido um tal corpo observador-sujeito, salta-se, então, a uma nova instancia de postura, onde estão também novas e avançadas estratégias.
O campo desta nova instancia é o físico. A instancia da postura física é a nova observação, medição e análise.
O caráter da analise nesta instancia é excessivamente material, baseando-se no estado físico real da partícula observada. Tal densidade exige alto grau de abstração, criatividade e concentração, para a manutenção do status de corpo observador-sujeito e do não estabelecimento de pequenos corpos fragmentados, no regime molar tanto quanto no molecular. Fluindo pela materialidade, constituição e condição física, aparelha-se com o máximo conhecimento possível acerca não mais do projeto mas das leis naturais vigentes, no corpo, no conjunto das unidades corpos semelhantes e no conjunto total dos meios, a que o corpo está relacionado.
As primeiras medições serão quase como uma revisão de funcionamento, cargo, função, condição, causas e perspectivas, pregressões e progressões, hipóteses e problemáticas relacionadas as partículas.
A perspectiva está na funcionalidade, funcionamento e função.
A desmedição destes procedimentos é o desejo forte, uma vez que os mesmo levarão a uma indevida pluralização de equações, renovação de variáveis, instabilidade de fórmulas, inclusão de incógnitas e alta complexidade de números e códigos.
O  corpo chega a tender a um desmembramento e catalogação, de modo que o uso das ferramentas e procedimentos não deve estabelecer-se como jornada da analise, afim de evitar uma busca de resultados, uma comparação, um arquivamento de feddbacks, correlações de catálogos e reinstalações a partir de compensações orteticas ou protéticas.
A abstração se potencializará a partir da espera pelo inesperado, antes que se estabeleçam os padrões e os modelos.
Um atalho bem promissor parece ser a analise da postura física a partir da falha, a partir das predições da analise da postura. Esta lógica descendente proporcionará a partir da falha, predições do êxito.
A busca de uma viabilização da analise deste corpo é, portanto, uma profunda avaliação do projeto e da similaridade do corpo físico com o corpo projetado, computando-se ainda suas variações.
A tese indica que esta operação deva se dar mais facilmente a partir da segmentação deste corpo e avaliação de cada segmento, repetindo-se o processo até o nível molecular e neste, sua instancia íntima.
Este campo se da num tempo modo subjuntivo: “teria feito” em lugar de “fez”. E em projeções de um futuro passado; “tivesse feito” em lugar de “ feito” ou “ter feito”.
Esta instancia, mesmo em graus moleculares, tende a ser de observação geral e a partir das partículas de maior visibilidade, propondo hierarquias e equalizações, gerando representatividades e reproduções de resultados, com propósitos naturais de estabelecimento de modelos complexos, para facilitar e acelerar medições.
A precisão da observação é muito grande, apesar de ampla, mas pelo mesmo caráter, a imprecisão da medição também é grande.
A problemática aqui é outra e o problema maior está na exigência de conhecimento, domínio e confiança nas postulações de um projeto ótimo e perfeito, para realização, de uma tarefa ou movimento, especifica em relação a um objetivo claro e definido.
Elevando-se a observação da instancia de postura física a um grau molar, haverá o surgimento de toda uma hierarquia de objetivos desta espécie, em relação a um objetivo mais claro e mais definido. Nesta progressão, uma observação, medição e análise, denunciaria um especialista em um regime constante de novas especializações, reciclagens e revisões, acompanhamentos burocráticos e empirismo cientifico de e para referencia, reprodução e repetição.
E ainda assim, se seguido tal plano amaldiçoado, levemos em conta a manutenção da sujeição as citadas leis da natureza, em sua legislação aurea e totalidade, uma constituição natural, interpretada ainda a partir de um máximo conhecimento e um atualizado sistema de informação acerca do objeto e seu campo de atuação, sem abandonar a instancia.
A precariedade destas predições estará em função principalmente da incapacidade ou do limite da capacidade de apreensão de todas as variáveis envolvidas e a elaboração de equações mais pertinentes a cada ponto do espectro e ainda a decodificação de toda esta tabua de números complexos gerados, ainda a partir dos postulados mais evidentes e de proposições, imposições, condições e avaliações facilitadas, filtrada a ação pelas informações atualizadas e nem mesmo aferidas ou acessadas pela racionalidade ou mesmo intuição.
Predições físicas molares, principalmente, estarão mais aproximadas a uma questão de múltiplas opções do que um campo de possibilidades e escolhas. Portanto, parecerá uma aposta e não uma proposta. A resposta é um tom vago e experimental. A medição é fraca e complexa.
O sucesso desta analise de instancia física é apontado apenas pela regularidade com que seus resultados correspondem ao projeto, em números tais que esta regularidade apresente-se como útil, embora denuncie sua ineficiência como constante.
Denuncia-se, também, o efeito dominó assim como o asas de borboleta, atuantes e fortes, em um regime em que a colateralidade, a imprevisibilidade e a instabilidade, não só se instalam como são soberanas, proporcionando opacidade onde se deseja a transparência para a observação.
Assim, partir da falha, como proposto, aponta mais facilmente ao evento em êxito, no campo sutil, via abstração e criatividade.
O sintagma, nesta instancia postura fisica, portanto, é a falha!
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(instancia 3 e análise: postura intencional)

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